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Onde foi que eu errei?

Educar os filhos não é uma tarefa fácil, mas não precisa ser difícil.
22/03/2019

Não é incomum os pais nos procurarem com o questionamento “não sei o que estou fazendo de errado, ele não me obedece”. Educar filhos não é de fato uma tarefa fácil, mas também não precisa ser uma tarefa difícil.

 

Como já abordado no artigo “Pais e Filhos”, alguns pais sentem dificuldade em estabelecer limites, tentam ser “amigo” dos filhos, procuram evitar frustrações ou brigas dentro de casa, não querem “cometer os mesmos erros educacionais” que receberam de seus pais ou ainda, não querem experimentar o sentimento de culpa pela ausência na vida dos filhos.

 

Estas e outras formas de pensar dos pais, guiarão a maneira que se comportarão para educar os filhos e que por consequência, esta maneira de educar exercerá considerável influência para o equilíbrio sócio emocional das crianças.  

 

Quando digo educar, estou considerando as estratégias que os pais, no papel de agentes de socialização dos filhos, utilizam para direcionar os comportamentos deles para que adquiram autonomia, independência e responsabilidade.

 

Essas estratégias incluem o modo como mães e pais monitoram seus filhos dentro e fora de casa, negociam e estabelecem as regras a serem cumpridas, estimulam comportamentos adequados e manejam os inadequados, ensinam valores e habilidades sociais. Também incluem, o estilo de comunicação e o clima afetivo desenvolvidos nas interações entre pais e filhos.

 

Mães e pais que  impõe ordens; não manejam os filhos, quando estes burlam as regras e limites estabelecidos; machucam fisicamente os filhos; ignoram e pouco dialogam com os filhos; não manifestam carinho e afeto; punem ou reforçam os filhos baseado no estado de humor; monitoram/fiscalizam as atividades dos filhos em excesso ou em número reduzido de vezes, tendem a terem filhos:

  • agressivos;
  • briguentos;
  • provocativos;
  •  que não cumprem normas;
  • ansiosos;
  •  tímidos;
  •  inseguros;
  •  medrosos;
  •  preocupados exageradamente;
  •  Impulsivos;
  •  agitados.

 

Em contra partida, mães e pais que são altruístas (ensinam modelos de comportamento baseado na empatia, compartilhamento, generosidade e respeito); sabem o que, onde e com quem os filhos estão; demonstram carinho e afeto; dizem não com explicações; elogiam comportamentos socialmente habilidosos dos filhos; expressam sentimentos positivos e negativos, apontando a quais comportamentos se referem; estabelecem limites sem agressividade ou imposições; expressam opiniões e pedem mudanças específicas de comportamentos; sinalizam as consequências positiva frente a mudança do comportamento dos filhos e ouvem atentamente aos pedidos e sugestões dos filhos, levando-os em consideração, tendem a terem filhos que:

  • sabem expressar seus desejos e opiniões, respeitando a si mesmo e aos outros;
  • são habilidosos socialmente;
  • seguros;
  • pró-sociais (altruístas, que ajudam e compartilham);
  • com autoestima e autoconfiança.      

 

Então, como explicar que educar não precisa ser uma tarefa difícil? Pois bem, o primeiro passo é mães e pais não se autojulgarem como fazendo algo errado. Mas sim, devem observar que, suas estratégias educacionais podem estar ineficientes. Ou seja, observarem qual é o efeito que  o conjunto de atitudes utilizadas para interagirem com os filhos, a fim de proporcionar educação, socialização e controle do comportamento, está sendo produzido.

 

O segundo passo, é procurar uma orientação de pais. Essa orientação contribuirá com a ampliação do seu reportório comportamental de educação para com os filhos,  pois se equiparão de atitudes que poderão promover em seus filhos, dentre outros, comportamentos socialmente adequados, de autonomia, independência, responsabilidade, autoconfiança, segurança.  

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